domingo, 21 de junho de 2009

A pedidos, redivulgando um antigo texto

Alguma pessoas queridas, lá da Escola Carioca de Dança, pediram para que eu enviasse um texto que escrevi a um tempo atrás, que foi publicado no Conectado (jornal interno do Centro Cultural Conexão), para elas.
Ao invés disso, disponibilizarei-o por aqui, de forma que outras pessoas possam lê-lo e quem sabe curtí-lo.
A todos, um ótimo início de semana.
Obs.: Optei por deixar ele como no original, sem corrigir ou melhorar algumas partes. Acho bom quando as pessoas deixam os textos polidos e com arestas aparadas, mas também aprecio a manifestação da forma como ela veio. Espontânea.
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Aos Amigos do Conexão,

Meus caros, esse mês eu completo um ano de CCC. E esse aniversário estimulou-me a escrever um texto, mesmo que simples, em homenagem. Ei-lo:

Há aproximadamente um ano eu a vi pela primeira vez. Foi em um baile de forró. Lá estava ela... faceira, suada... se apresentando às vezes acanhada, às vezes desenvolta. Fiquei atraído por ela, mas, como sou tímido (por mais que algumas pessoas não acreditem), meu contato com ela foi muito breve naquele noite. Minha amiga Aline até que tentou apresentar-me, mas mesmo ela não a conhecia muito ainda. Lucio, um grande amigo tentou me ajudar chamando duas conhecidas dele (Thaís e Nina), para que elas também tentassem me apresentar aquela que tanto me encantou. Na hora H, não consegui manter direito minha postura e acanhei-me diante de tanta beleza. Agradeci a gentileza e o tempo de ambas. O fim do baile chegou e fui para a casa, com ela na minha cabeça. Conversei com minha amiga e decidimos que eu iria encontrá-la novamente. No dia seguinte, estávamos nos matriculando no Conexão, onde sabíamos que ela estava o tempo todo.

Sábado após sábado, meu encantamento e paixão foi aumentando. Cada dia ela se apresentava de uma forma: intensa, alegre, melancólica, romântica... e eu ficava cada vez mais encantado com cada nova faceta que eu descobria dela. Durante algum tempo eu resisti em vê-la somente aos sábados... mas foi em vão essas resistência. Eu já dormia e acordava pensando cada vez mais nela. Essa vontade tomou meu corpo de uma forma tal, que pedi ao meu professor se eu poderia vir mais vezes à academia. Pedi isso por que eu tinha certeza que ela estaria no Conexão durante a semana também.

Ao passar a vê-la mais vezes na semana, percebi que a situação não tinha mais volta. Como comecei a estar mais tempo em contato com ela, aos poucos, ganhamos um pouco de intimidade. Devagar ainda, admito, mas para mim já era um ótimo começo. Sentia-me feliz como nunca tinha me sentido antes. Ela fazia eu me sentir em casa... Ao estar em contato com aquela formosura e sensualidade, meu sorriso brotava em minha face com uma naturalidade jamais vista na Terra. Verdade que até hoje é assim. O encanto continua muito intenso.

O tempo passou. Refleti e vi que era o momento de dar um passo adiante em nosso relacionamento. Já me sentia maduro suficiente para assumir de vez minha paixão, podendo inclusive dedicar mais tempo a ela. Ela que tanto merece todo o tempo do mundo. Para isso, conversei com alguns amigos assistentes do Conexão e com os professores. Declarei todo meu amor. Sim, eu a amo de fato. Não há como negar. Depois de um tempo de mistério e suspense, recebi a feliz notícia que permitiriam que eu continuasse a investir meu tempo nela. Não só permitiriam como dariam a maior força, congratulando-me pela minha força de vontade de dominá-la. Ah! Sim... ela gosta de ser dominada. Fica mais bonita e atraente quando se domina ela.

Nesse momento, virei temporário. Todos já estavam comentando do meu amor e paixão, dos sorrisos e saltos de alegria quando estava perto dela. Estava estampado na minha cara o quanto ela se tornara importante para mim. E o tempo continuou passando... virei bolsista. A essa altura considero que nossa relação é boa. Tenho muito o que melhorar ainda, verdade... o meu ritmo ainda não encaixou 100% com o dela, não sei o que todos seus movimentos querem me dizer (nem os conheço por completo), mas a harmonia já começa a pairar sobre nosso relacionamento, apesar de me apressar em alguns momentos ainda.

Acho que temos um belo futuro pela frente. Desde que ela entrou em minha vida, não consigo imaginar-me mais sem ela...

Eu te amo, dança de salão.

4 comentários:

  1. Lembro-me como se fosse hoje quando fez este texto e pediu-me para expor minha opinião após lê-lo. Certamente foi um dos melhores textos que já escreveu, se não foi O MELHOR.
    Percebo que esse amor, essa paixão só aumentou e continua aumentando cada vez mais e sinto-me honrado de ter sido o pioneiro desta linda e maravilhosa relação.
    Acho que é só isso que tenho a dizer... rsrs
    Amplexos!

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  2. Bem...como te disse na época...o texto é lindo!!! Mas ainda acho que quando o escreveu era a paixão quem movia seu punho e era esse sentimento quem se transcrevia ao texto. Hoje, algum tempo depois, algumas decepções depois, alguns desânimos depois, você ama a dança. Tem uma companheira fiel, presente, mas da qual consegue se distanciar por um tempo se for preciso.
    Quem escreve é uma pessoa que também se apaixonou, já se desencantou e que a ama muito atualmente. E que hoje mesmo pensou em como sentia falta e em como se sentia melhor em sua compania.
    Era apenas isso que queria compartilhar. LIndo texto!!!
    Beijos

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  3. pimentacarioca03/02/2010 03:47

    Paixão pela dança ou amor?Sentimentos contraditórios.O amor fica.A Paixão pode acabar de uma hora para outra.
    Para quem dança há tempos sabe que o início,é a novidade,a euforia dos passos,a novidade.Mas e se algo acaba impedindo sua evolução, e se seu desempenho caí?E se você não se sente, por algum motivo o mesmo?
    O amor pela dança faz os olhos brilharem sempre.E não importa como o mundo parece estar lá fora, O coração sempre se alegra quando o faz: quando dança, quando observa .Quando vivencia.O brilho nos olhos...Eu acho que o brilho sumiu...
    O que te move hoje em dia? será que ainda é o amor pela dança ? Ou a paixão esfriou?
    O amor pela dança não se abala, não acaba e nada, nem nenhuma situação diminui o que se sente.
    Triste é quem vive da paixão pela dança....
    O amor é quando você coloca com garra e determinação sua força, sua energia por algo.E faz com que isso se renove.Dentro ou fora de um salão de dança.Bom mesmo é viver de amor!

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  4. Creio que o que me move é o mesmo que sempre me moveu... o amor E a paixão continuam... não precisa ser um ou outro... x)

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